"A JUSTIÇA TARDA, LOGO, FALHA."
Infelizmente convivemos com a ideia de um judiciário falido e lento como se fosse algo normal.
Quem não é parte ou tem alguém próximo que seja parte em um processo que se arrasta (literalmente em alguns cartórios) por vários anos?
Em tempos em que uma informação corre o mundo em segundos, não é cabível que conflitos levem anos e até mesmo décadas para serem resolvidos.
Muito tem se falado em reforma no judiciário, informatização processual e mutirões de conciliação, mas para que tais mudanças surtam efeitos palpáveis é necessário muito tempo de adaptação.
Antes disso, a sociedade (jurídica e geral) precisa passar por uma reforma interna: a adoção de meios alternativos para a resolução dos conflitos, uma “desprocessualização”, com a licença de neologismos.
Infelizmente, vivemos a cultura do processo e isso tem início nas salas de aulas. Formamos advogados que colocam o processo e o procedimento acima do Direito. Doutores que, ávidos por protocolar uma petição, esquecem que poderiam resolver o problema com uma conversa com o advogado da parte contrária, ou com o juiz, promotor, cartorário...
Não estou dizendo que o processo e procedimentos legais não são necessários, mas deveriam ser utilizados com parcimônia e sabedoria.
Assim como também não é culpa exclusiva dos advogados e seus mestres, como já disse antes, é toda uma cultura. Tem juiz que não fala com advogado, cartorário que mais parece um robô: não faz nada sem seu carimbo etc.
É com propriedade que afirmo: muitos conflitos poderiam ser resolvidos em salas de reuniões com ou sem mediadores, tribunais arbitrais e até mesmo por telefone ou uma conferência virtual. Por que não?
Afinal, justiça lenta nunca é justa.
Dayane S. Shioya
OAB/SP 294.183
OAB/SP 294.183
PARABÉNS PELA INICIATIVA. SE TODOS OS ADVOGADOS CONCORDASSEM COM A SUA OPINIÃO MUITA COISA ESTARIA DIFERENTE NO JUDICIÁRIO.
ResponderExcluirDayane, um país que gasta R$ 1 Bilhão de reais para construir uma ponte que interliga Manaus a Iranduba, uma cidade com 40 mil habitantes (menos que 1/4 da população do bairro de São Miguel Paulista -SP), e que deseja aumentar os impostos mas deixa brechas de lei que permitem que as maiores empresas do pais de web hosting e toda uma gama de profissionais da internet, sejam desenvolvedores, webdesigners, SEO e tantos outros não consigam abrir suas empresas por falta de enquadramento fiscal e por consequencia não pagam impostos, me diga por que estariam interessados em resolver o problema dos tribunais afogados com teleconferência, videoconferência, ou usar os meios mais comuns em todo mundo para esta finalidade. Afinal de acordo com eles, este meio não é seguro, só serve mesmo para utilizarmos para pagar as contas no bancos (?!?!?), seguro mesmo é transportar presos em viaturas sucateadas, gastando tempo e dinheiro e enchendo os tribunais com causas que perpetuam nos tribunais como do Maluf que foi condenado a devolver aos cofres publicos o dano gerado pela Paulipetro.
ResponderExcluirIsso mesmo doutora, boca no trombone que é uma forma de alertar e expressar sua opinião para termos um país mais justo.